São Paulo - O pessimismo global nos mercados acionários ganhou hoje um novo ingrediente: a troca de disparos entre a Coreia do Norte e a vizinha do Sul em uma área de fronteira marítima disputada entre os dois países. Essa tensão somou-se à crise política desencadeada na Irlanda após o país aceitar um socorro de até 90 bilhões de euros de União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) - ainda com condições desconhecidas. Como se não bastasse, continuam os temores em relação a um aperto monetário chinês. Nesse emaranhado de más notícias, os investidores aprofundaram a aversão ao risco e anteciparam posições ante o feriado de quinta-feira nos EUA, derrubando a cotação das matérias-primas (commodities) e influenciando negativamente os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
O índice Bovespa fechou em baixa de 2,41% a 67.952,55 pontos. Na mínima do dia, o Ibovespa atingiu 67.728 pontos, em queda de 2,74%, retomando os níveis do fim de setembro deste ano. Na máxima, ficou estável, a 69.629 pontos. O volume financeiro negociado melhorou em relação aos últimos dias e somou R$ 6,57 bilhões.
A divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) contribuiu para aumentar o mau humor do mercado. O documento mostra que várias autoridades viram risco de inflação com o programa de compra de títulos de US$ 600 bilhões anunciado recentemente pela autoridade monetária dos EUA. Além disso, o Fed reduziu a perspectiva de crescimento para a economia americana neste ano e no próximo, de 3,3% para 2,5% em 2010, e de 3,9% para 3,3% em 2011.
Segundo Hamilton Moreira Alves, analista sênior de macroeconomia e mercados do BB Investimentos, o mercado está muito sensível e um fato novo, como este entre as Coreias, faz com que os investidores "prefiram realizar (lucros)". "Estamos sofrendo mais do que outros mercados porque os investidores que vieram para cá e ajudaram a levar a Bolsa até os 73 mil pontos ainda estão com lucro e optam por tirar o dinheiro nesse período de maior turbulência", explica.
No que se refere ao preço das commodities, a China continua no radar e pressiona as cotações. O temor por um novo aperto monetário continua e os metais, assim como o petróleo, voltaram a cair hoje. Isso acaba prejudicando ainda mais os negócios no Brasil, penalizando as ações de Vale e Petrobras. As duas maiores empresas do Ibovespa tiveram fortes perdas. Vale PNA recuou 2,23%, enquanto Vale ON cedeu 2,53%. Petrobras PN caiu 1,64% e o papel ON teve queda de 0,98%.
As perdas do Ibovespa foram lideradas pelas construtoras. PDG Realty ON caiu 5,53%, seguida por MRV ON (-5,36%), que teve o segundo maior recuo entre os papéis do Ibovespa.
Ainda repercutindo os indicadores divulgados hoje nos EUA e a ata do Fed, às 18h35, o S&P 500 caía 1,47%. O Dow Jones registrava perdas de 1,34%, enquanto o Nasdaq cedia 1,57%. As bolsas europeias também fecharam em queda. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 perdeu 99,55 pontos (-1,75%), a 5.581,28 pontos. O índice DAX-30, da Bolsa de Frankfurt, teve queda de 117,05 pontos (-1,72%), a 6.705,00 pontos
Fonte Exame
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Entenda como os investidores analisam balanços e fazem contas para avaliar se determinada empresa está ou não barata.
Nem todo mundo que investe por conta própria na bolsa é especialista em economia, negócios e finanças. Por isso mesmo, os relatórios de analistas de mercado acabam se tornando essenciais para ajudar na hora de escolher os melhores papéis e as empresas mais sólidas. Quem busca investimentos com boa rentabilidade no longo prazo - como forma de poupança ou mesmo de formação de uma previdência complementar - provavelmente vai se identificar mais com a análise fundamentalista, escola mais tradicional dos estudos de mercado. É claro que nem todo mundo será capaz de se transformar em um Warren Buffet ou um George Soros, grandes entusiastas dessa complexa vertente de análise. Mas vale a pena compreender alguns dos conceitos que a norteiam.
A análise fundamentalista busca, basicamente, avaliar a saúde financeira das empresas, projetar seus resultados futuros e determinar o preço justo para as suas ações. Para isso, os analistas levam em consideração os chamados fundamentos da empresa, isto é, todos os fatores macro e microeconômicos que influenciam no seu desempenho. A partir de uma minuciosa análise de todos eles, é possível projetar os resultados da companhia no longo prazo, em geral num período de cinco a dez anos. "A análise fundamentalista é uma foto do momento da empresa, que permite aos analistas projetar o futuro", resume Samy Dana, professor de finanças da FGV-SP.
Por buscar entender todos os fatores que influenciam o desempenho dos negócios de uma companhia, a análise fundamentalista encara o investimento em ações de uma maneira especial: o investidor se torna sócio da empresa. Uma boa análise leva em conta tanto fatores macro quanto microeconômicos. "Nós sabemos que as empresas não dependem só delas mesmas. Em um momento de crise, por exemplo, mesmo aquelas que tomam atitudes acertadas podem ter problemas", explica Dana.
Assim, de um lado, o analista avalia fatores como inflação, taxas de juros, câmbio, Produto Interno Bruto (PIB), finanças públicas e decisões governamentais; de outro, olha para as características do setor em que a empresa atua, seus concorrentes e para os resultados da empresa, como balanços, dividendos, lucro, governança corporativa etc. A análise da empresa leva em conta, portanto, tanto o lado quantitativo - seus números - quanto o qualitativo - seus controladores, executivos, a composição do conselho administrativo e assim por diante. "Damos cada vez mais ênfase ao lado qualitativo, pois muitas vezes é o motivo de as ações da empresa serem baratas", alerta Rafael Rodrigues, diretor de renda variável da gestora de recursos Rio Bravo.
Mas como todos esses fatores impactam no preço das ações e nas perspectivas de rentabilidade dos investimentos? É relativamente simples. Esses dados ajudam os analistas a determinar o "preço justo" das ações e, com isso, identificar se elas estão super ou subavaliadas pelo mercado. Embora as informações usadas como base pelos fundamentalistas sejam todas públicas, análises profundas levam não só à identificação de bons negócios para seus acionistas, como também à descoberta do que o mercado não está precificando.
Por exemplo, uma empresa com saúde financeira impecável pode estar subavaliada devido a problemas de governança de conhecimento dos grandes investidores, ou simplesmente por causa de eventos atípicos que não se refletem nos balanços, mas que serão passageiros. Cabe ao bom analista saber diferenciar. A avaliação do "preço justo" da ação também permite identificar investimentos relativamente mais seguros. "Busca-se uma discrepância entre o valor intrínseco da companhia e seu preço de mercado. Quanto maior essa diferença, maior a margem de segurança do investimento", explica Rafael Rodrigues.
A análise fundamentalista também fornece alguns indicadores que permitem ao investidor avaliar quanto valem suas ações, quanto elas podem gerar em dividendos, em quanto tempo ele pode recuperar o que investiu e assim por diante. É interessante conhecê-los para poder mensurar, na prática, os resultados de seu investimento. Os dados para calcular esses indicadores provêm dos demonstrativos financeiros das empresas, que também fornecem alguns conceitos que os investidores devem conhecer, como lucro operacional, ativo, passivo, patrimônio líquido, receita bruta e assim por diante.
A análise fundamentalista busca, basicamente, avaliar a saúde financeira das empresas, projetar seus resultados futuros e determinar o preço justo para as suas ações. Para isso, os analistas levam em consideração os chamados fundamentos da empresa, isto é, todos os fatores macro e microeconômicos que influenciam no seu desempenho. A partir de uma minuciosa análise de todos eles, é possível projetar os resultados da companhia no longo prazo, em geral num período de cinco a dez anos. "A análise fundamentalista é uma foto do momento da empresa, que permite aos analistas projetar o futuro", resume Samy Dana, professor de finanças da FGV-SP.
Por buscar entender todos os fatores que influenciam o desempenho dos negócios de uma companhia, a análise fundamentalista encara o investimento em ações de uma maneira especial: o investidor se torna sócio da empresa. Uma boa análise leva em conta tanto fatores macro quanto microeconômicos. "Nós sabemos que as empresas não dependem só delas mesmas. Em um momento de crise, por exemplo, mesmo aquelas que tomam atitudes acertadas podem ter problemas", explica Dana.
Assim, de um lado, o analista avalia fatores como inflação, taxas de juros, câmbio, Produto Interno Bruto (PIB), finanças públicas e decisões governamentais; de outro, olha para as características do setor em que a empresa atua, seus concorrentes e para os resultados da empresa, como balanços, dividendos, lucro, governança corporativa etc. A análise da empresa leva em conta, portanto, tanto o lado quantitativo - seus números - quanto o qualitativo - seus controladores, executivos, a composição do conselho administrativo e assim por diante. "Damos cada vez mais ênfase ao lado qualitativo, pois muitas vezes é o motivo de as ações da empresa serem baratas", alerta Rafael Rodrigues, diretor de renda variável da gestora de recursos Rio Bravo.
Mas como todos esses fatores impactam no preço das ações e nas perspectivas de rentabilidade dos investimentos? É relativamente simples. Esses dados ajudam os analistas a determinar o "preço justo" das ações e, com isso, identificar se elas estão super ou subavaliadas pelo mercado. Embora as informações usadas como base pelos fundamentalistas sejam todas públicas, análises profundas levam não só à identificação de bons negócios para seus acionistas, como também à descoberta do que o mercado não está precificando.
Por exemplo, uma empresa com saúde financeira impecável pode estar subavaliada devido a problemas de governança de conhecimento dos grandes investidores, ou simplesmente por causa de eventos atípicos que não se refletem nos balanços, mas que serão passageiros. Cabe ao bom analista saber diferenciar. A avaliação do "preço justo" da ação também permite identificar investimentos relativamente mais seguros. "Busca-se uma discrepância entre o valor intrínseco da companhia e seu preço de mercado. Quanto maior essa diferença, maior a margem de segurança do investimento", explica Rafael Rodrigues.
A análise fundamentalista também fornece alguns indicadores que permitem ao investidor avaliar quanto valem suas ações, quanto elas podem gerar em dividendos, em quanto tempo ele pode recuperar o que investiu e assim por diante. É interessante conhecê-los para poder mensurar, na prática, os resultados de seu investimento. Os dados para calcular esses indicadores provêm dos demonstrativos financeiros das empresas, que também fornecem alguns conceitos que os investidores devem conhecer, como lucro operacional, ativo, passivo, patrimônio líquido, receita bruta e assim por diante.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
BBDC4 ponto de entrada para 12/11 - 34,95 - analise técnica por Rafael Rocha
O gráfico semanal está com tendência de alta, o gráfico diário ofereceu uma oportunidade de compra, com a correção no curto prazo o papel está muito bom para operar.
Ponto de entrada: 34,95
Suporte: 34,67
Resistência: 37,30

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Suporte: 34,67
Resistência: 37,30
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Analise PETR4 para 11/09 por Rafael Rocha, queda no MACD.
O gráfico semanal está apresentando tendência de baixa, o no gráfico diário, houve uma pequena queda no MACD indicando, queda na força compradora, segue os níveis de suporte e resistência.
Resistências 27,76
Suporte 26,53

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Resistências 27,76
Suporte 26,53
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domingo, 7 de novembro de 2010
Itaú começa a vender produtos da Porto em suas agências, possível valorização do ativo
Até dezembro, todos os produtos da seguradora Porto Seguro - inclusive os da marca Azul e Isar (Itaú Seguros de Auto e Residência) - passarão a ser ofertados em todas as agências Itaú do país. O anúncio foi feito hoje (05/11) por Fabio Luchetti, vice-presidente da companhia, durante a teleconferência de resultados.
De acordo com Luchetti, um projeto piloto está sendo feito em algumas agências do banco, com a avaliação de uma possível participação dos corretores nas vendas. No modelo atualmente testado, o gerente do Itaú perguntará aos clientes se eles gostariam que o pós-venda fosse feito por um dos corretores da seguradora (escolhidos de maneira randômica).
Esse novo cenário não está afetando a relação dos corretores com a seguradora, garantiu Luchetti. “Da nossa parte, os corretores esperam que os produtos e preços ofertados nas agências sejam os mesmos oferecidos por eles aos clientes”, disse o executivo. “Queremos que o banco consiga com isso novos clientes, sem agredir os já clientes das carteiras desses corretores”.
Hoje, os corretores ainda representam 90% das vendas feitas pela Porto Seguro, que obteve um lucro líquido consolidado de 203,1 milhões de reais no terceiro trimestre, valor 177,1% comparado ao mesmo período do ano passado. A empresa atribui o resultado ao aumento de 45,9% dos prêmios auferidos de junho a setembro, além da queda de sinistralidade em 2,2 pontos base.
Reposicionamento da Azul
A marca Azul, que faz parte também do portfólio da Porto, passa hoje por um processo de reposicionamento, já que possui uma forte política de preço baixo e serviços básicos, ao contrário das demais marcas da companhia. O objetivo é fortalecer a companhia com mais capilaridade no país.
O resultado dessa consolidação da Azul aparece aos poucos, segundo a Porto Seguro. Quando foi adquirida, em 2004, a marca possuía 80.000 veículos segurados em sua carteira. Hoje, gerenciada pela Porto, o número de clientes ultrapassa 700.000.
De acordo com Luchetti, um projeto piloto está sendo feito em algumas agências do banco, com a avaliação de uma possível participação dos corretores nas vendas. No modelo atualmente testado, o gerente do Itaú perguntará aos clientes se eles gostariam que o pós-venda fosse feito por um dos corretores da seguradora (escolhidos de maneira randômica).
Esse novo cenário não está afetando a relação dos corretores com a seguradora, garantiu Luchetti. “Da nossa parte, os corretores esperam que os produtos e preços ofertados nas agências sejam os mesmos oferecidos por eles aos clientes”, disse o executivo. “Queremos que o banco consiga com isso novos clientes, sem agredir os já clientes das carteiras desses corretores”.
Hoje, os corretores ainda representam 90% das vendas feitas pela Porto Seguro, que obteve um lucro líquido consolidado de 203,1 milhões de reais no terceiro trimestre, valor 177,1% comparado ao mesmo período do ano passado. A empresa atribui o resultado ao aumento de 45,9% dos prêmios auferidos de junho a setembro, além da queda de sinistralidade em 2,2 pontos base.
Reposicionamento da Azul
A marca Azul, que faz parte também do portfólio da Porto, passa hoje por um processo de reposicionamento, já que possui uma forte política de preço baixo e serviços básicos, ao contrário das demais marcas da companhia. O objetivo é fortalecer a companhia com mais capilaridade no país.
O resultado dessa consolidação da Azul aparece aos poucos, segundo a Porto Seguro. Quando foi adquirida, em 2004, a marca possuía 80.000 veículos segurados em sua carteira. Hoje, gerenciada pela Porto, o número de clientes ultrapassa 700.000.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
PETR4 - Atenção aos comprados !!!
O ativo desenhou um pequeno canal de alta no CP, na pregão de 05/11 resistiu a queda do Ibovespa, fechando com baixa de 0,73% o que parece uma pequena correção, cuidado com os papas stop´s.
Suporte R$ 26,75
Resistência R$ 27,63

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Suporte R$ 26,75
Resistência R$ 27,63
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Itaú vê mais potencial nas ações da Hering, preço alvo R$ 96,70.
A valorização de 190% das ações da Hering no ano impressiona, mas quem vê os papéis perto de um teto ou muito valorizadas pode estar enganado. Em relatório divulgado hoje, a analista da Itaú Corretora Juliana Rozenbaum elevou o preço-alvo para os papéis da empresa em 12,6%, para 96,7 reais e reiterou a recomendação de outperform (desempenho acima da média de mercado). "A Hering continua a ser uma das melhores opções no setor de consumo brasileiro, dadas suas perspectivas de crescimento e o potencial valor da Hering Kids", destaca a analista.
A Itaú corretora considerou o desempenho da Hering (HGTX3) no terceiro trimestre em linha com sua expectativas. A companhia registrou um lucro líquido de 33,5 milhões de reais; alta de 46% frente ao mesmo período do ano passado. A corretora também destaca que a meta de 405 lojas (atualmente a marca tem 337 lojas) foi antecipada de 2012 pra o final de 2011.
"Apesar do forte crescimento de 33,6% (na comparação anual) nas vendas, as margens bruta e Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) vieram em linha, com diluição de custos fixos abaixo dos trimestres anteriores. Do lado positivo, a administração da empresa atualizou sua meta de abertura de lojas e 12 novas serão abertas no quarto trimestre, totalizando 61 no ano", avalia a analista Juliana Rozenbaum .
Fonte: Exame
A Itaú corretora considerou o desempenho da Hering (HGTX3) no terceiro trimestre em linha com sua expectativas. A companhia registrou um lucro líquido de 33,5 milhões de reais; alta de 46% frente ao mesmo período do ano passado. A corretora também destaca que a meta de 405 lojas (atualmente a marca tem 337 lojas) foi antecipada de 2012 pra o final de 2011.
"Apesar do forte crescimento de 33,6% (na comparação anual) nas vendas, as margens bruta e Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) vieram em linha, com diluição de custos fixos abaixo dos trimestres anteriores. Do lado positivo, a administração da empresa atualizou sua meta de abertura de lojas e 12 novas serão abertas no quarto trimestre, totalizando 61 no ano", avalia a analista Juliana Rozenbaum .
Fonte: Exame
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