segunda-feira, 18 de abril de 2011

‘Paulada’ do BC em juros pode levar bolsa a recorde.

O Ibovespa pode atingir um recorde caso o Banco Central reconquiste a confiança dos investidores de que é capaz de controlar a inflação com um aperto monetário mais forte que o previsto, disse Walter Mendes, sócio da Cultinvest Asset Management.

“Se o mercado tiver a confiança de que essa paulada de juros vai ser suficiente para reduzir a inflação sem causar uma recessão no Brasil, o mercado pode até subir”, Mendes, que administra cerca de R$ 68 milhões em ativos, disse hoje em entrevista na Bloomberg em São Paulo. “O grande mal para o mercado é a incerteza”.

O Ibovespa, que está em queda de 3,8 por cento no ano até 15 de abril, refletindo os temores de que as políticas de combate à inflação irão desacelerar o crescimento econômico, pode subir cerca de 20 por cento para 80.000 até o final do ano, disse Mendes. O índice caía 1,9 por cento à 15:04, a sexta queda em sete sessões.

“Num primeiro instante” uma alta de juros mais forte “pode assustar porque o mercado não sabe quanto isso vai afetar de crescimento”, disse Mendes, 55 anos, que foi diretor de renda variável da administradora de recursos do Itaú Unibanco Holding SA. “Mas talvez seja o que o mercado esteja esperando para poder fazer suas apostas.”

O Comitê de Política Monetária começa amanhã uma reunião de dois dias para decidir sobre a taxa básica de juros. A Selic pode ser elevada em 50 pontos-base, ou 0,5 ponto percentual, para 12,25 por cento, de acordo com pesquisa da Bloomberg com 37 economistas.

‘No meio’

O presidente do BC, Alexandre Tombini, disse no dia 15 de abril que o País está “no meio” de um ciclo de aperto monetário. A autoridade elevou a Selic em 50 pontos-base duas vezes este ano na tentativa de frear a inflação, que nos 12 meses até março chegou a 6,3 por cento, o nível mais alto desde novembro de 2008. O Banco Central persegue meta de inflação de 4,5 por cento, mais ou menos dois pontos percentuais.

No cenário atual, em que investidores têm dúvidas sobre a eficácia das medidas adotadas pelo governo para combater a inflação, as melhores oportunidades na bolsa estão nos setores considerados “defensivos”, como as companhias elétricas, de telecomunicações, concessões de rodovias, alimentos e bebidas, segundo Mendes. Essas companhias podem ajustar seus preços pela inflação, são menos impactadas por juros altos, têm fluxo de caixa estável ou pagam bons dividendos, disse ele.

Se a inflação “começar a ser domada”, com perspectiva de queda dos juros no futuro, os investidores devem “antecipar” este movimento e investir em setores afetados pelo risco de juros mais altos, como construção civil e bancos, disse o executivo.

Fonte Exame

domingo, 3 de abril de 2011

As 10 ações mais arriscadas do Ibovespa

O mês de março foi bom para quem investe em bolsa apesar das diversas notícias ruins que vieram de várias partes do mundo. O Japão ainda agoniza com os efeitos de um terremoto e de um tsunami que mataram milhares de pessoas e ainda não eliminou o risco de uma catástrofe nuclear. A Líbia e seus campos de exploração de petróleo passaram a ser bombardeados por uma coligação internacional depois de semanas de instabilidade política e motins populares.

As consequências de fatos como esses não passaram despercebidas pelas bolsas em todo o mundo. No entanto, o resultado final acabou sendo positivo. O Ibovespa subiu 1,8% em março e liderou o ranking de rentabilidade entre todas as aplicações no mês. Os investidores permaneceram mais focados nos bons resultados obtidos pela economia americana, que parece cada vez mais nos trilhos.

Mas só ganhou dinheiro no mês passado quem teve sangue frio para manter o dinheiro aplicado mesmo diante de tantos eventos inesperados. Tanto o Japão quanto a Líbia aumentaram radicalmente a volatilidade na Bovespa. O gráfico dos resultados diários da bolsa se assemelhou a uma montanha-russa devido às incertezas sobre as possíveis conseqüências devastadoras de um acidente nuclear grave e de mais uma guerra no norte da África.

A volatilidade média de muitos ativos financeiros que compõem o Ibovespa foi ainda maior. A consultoria financeira Cyrnel International analisou a oscilação das cotações de todos os papéis que fazem parte do principal índice da bolsa paulista. Confira abaixo a lista das 10 ações mais arriscadas do Ibovespa no mês de março:


Ação Grau de Risco
PDG Realt ON 2,36
ALL Amer Lat ON 2,25
Gafisa ON 2,11
Rossi Resid ON 2,07
Gerdau Met PN 2,07
Brookfield ON 2,06
MRV ON 2,05
LLX Log ON 2,03
MMX Miner ON 2,02
Hypermarcas ON 1,90